A Polícia Civil trabalha para confirmar se uma possível “fechada” durante uma ultrapassagem na PR-483, em Francisco Beltrão, desencadeou a discussão de trânsito que terminou com a morte do cantor Ewerton Zanata, de 50 anos, atingido por um disparo na manhã desta segunda-feira (24).
De acordo com as informações colhidas pelas equipes e com relatos de testemunhas, antes do tiro o músico teria sido impedido de concluir uma ultrapassagem por duas caminhonetes. Um dos veículos seguiu viagem após desviar, enquanto os outros dois pararam ao lado de uma obra às margens da rodovia.
As testemunhas relataram que Ewerton desceu do carro, aproximou-se de uma das caminhonetes e chutou a porta, momento em que o vidro da janela acabou quebrado. Foi então que o motorista efetuou o disparo que atingiu o tórax do cantor.
O autor, de 33 anos, se apresentou na delegacia e alegou ter agido em legítima defesa. No instante do disparo, estavam dentro da caminhonete o condutor, a esposa e o filho de 2 anos. O veículo pertence à empresa de fertilizantes onde ele trabalha.
O delegado Anderson Grosso informou que todas as pessoas envolvidas e outras testemunhas confirmaram a versão de que o músico teria se aproximado de forma agressiva.
A caminhonete, uma S10 usada no crime, foi localizada e recolhida em Ubiratã, junto da arma empregada no tiro.
A Polícia Civil agora avalia, por meio de provas técnicas, depoimentos e laudos periciais, se a tese de legítima defesa será sustentada. O inquérito deve ser concluído nos próximos dias.
Ewerton Zanatta, morador de Marmeleiro, era um dos artistas mais reconhecidos do Sudoeste do Paraná e também se apresentava em cidades do Oeste Catarinense. O cantor acumulava quase 40 mil seguidores nas redes sociais, onde compartilhava a rotina da carreira.
Agência Impacto













































































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