CIDADES | Cinco anos após a morte do apresentador Gugu Liberato, sua família chegou a um consenso sobre a divisão de sua herança, avaliada em R$ 1,4 bilhão. O tempo de disputa judicial – que dividiu a família – chamou a atenção para casos que chegam a tramitar por 20 ou até 30 anos até uma conclusão.
Especialistas destacam a necessidade de planejar em vida a sucessão, por exemplo, por meio de testamento ou doação de bens em vida, além de outros mecanismos.
A advogada especialista em Direito Civil, Nívea Mikaela Deps Rios, ressaltou que já viu casos de inventário que chegou a quase 30 anos de tramitação judicial.
“Nesse caso, os herdeiros também foram morrendo. Com o passar do tempo, os filhos deles foram entrando na disputa. No final, eram 17 herdeiros disputando a herança, entre filhos e netos”.
A advogada disse que casos que se arrastam por muitos anos estão relacionadas a questões mal resolvidas do contexto familiar, que acabam “desembocando” no inventário. “O tempo de tramitação geralmente se dá também pelo desconhecimento de herdeiros da parcela que lhes cabe. As pessoas ficam brigando por anos por algo que nem é seu por direito”.
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