Péricles Sant’Ana, 41, tem dois pós-doutorados, mas não consegue trabalho em sua área. Formado em Engenharia de Produção, ele pesquisa temas relacionados a física e química. Seu trabalho mais recente foi um bico como auxiliar de serviços gerais em uma casa.
Nem mesmo seu currículo acadêmico, que inclui passagens por instituições como Unesp (Universidade Estadual Paulista), UFV (Universidade Federal de Viçosa) e ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), garantiu uma vaga de professor ou pesquisador até o momento.
“No último trabalho, eu fiz de tudo: limpeza, lixamento, pintura… Eu não recuso oportunidade, o que aparecer eu pego. Já faz uns anos que eu vivo assim”, diz o doutor.
Sant’Ana faz parte do grupo de 10,1 milhões de brasileiros desempregados atualmente, segundo dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em média, ele ganha de R$ 100 a R$ 300 por semana com os trabalhos braçais. A última vez que executou essa função foi há dois meses. “Tenho colegas com currículo equivalente ao meu que recebem salário de R$ 6.000 a R$ 12.000 como professores em faculdades.”













































































Comente este post