O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito de ter cometido o feminicídio contra a soldado Gisele Alves Santana, morta com tiro na cabeça, em São Paulo (SP), chegou a discutir com policiais antes de tomar o segundo banho no dia da morte da esposa.
O episódio aconteceu após o corpo da mulher ser encontrado, e as reações do tenente-coronel e dos policiais militares foram flagradas pelas câmeras corporais dos uniformes dos oficiais. De acordo com o Portal Metrópoles, um dos soldados desconfiou da vontade de Geraldo em tomar banho antes de ir para a delegacia e recebeu uma ordem.
Para, eu vou tomar banho e vou trocar de roupa! Chama o tenente lá porque eu vou tomar banho e trocar de roupa”, disse o suspeito.
As conversas entre o suspeito e os oficiais que tentaram impedir sua entrada no apartamento onde Gisele tinha sido baleada foram reproduzidas em inquérito instaurado pelo 8º Departamento de Polícia (8ºDP) e mostraram que Geraldo estava insistindo entrar no imóvel, além da preocupação quanto a preservação da cena do suposto crime.
Prisão
O oficial foi preso pela Corregedoria da Polícia Militar, acusado de ter atirado na cabeça da mulher na última quarta-feira (18). A investigação aponta que existem suspeitas de fraude processual, com indícios de interferência na cena do crime e tentativas de manipulação do ocorrido.
O inquérito apontou que Geraldo tentou entrar no apartamento logo após Gisele ter sido retirada do local, em estado gravíssimo. Ela morreu por conta do tiro, às 12h04. A entrada do tenente-coronel foi impedida pelos policiais militares, porque o local estava cheio de evidências e precisavam ainda de uma análise. Mesmo assim, o suspeito avançou.













































































Comente este post